junho 16, 2011

O LIVRO DOS MÁRTIRES parte 01

. junho 16, 2011

 história. Iniciando-se com a história do primeiro mártir – o próprio
Jesus Cristo – este relato histórico excepcional traça os caminhos da
perseguição religiosa. Expõe os casos de mártires famosos como John
Wycliffe, John Huss, William Tyndale, Thomas Cranmer e muitos
outros.

 O autor, John Foxe (1516-1587), nasceu na Inglaterra e estudou
na Universidade de Oxford. Tornou-se professor dessa instituição e
uniu-se aos reformadores ingleses. Quando a católica romana Mary
Tudor assumiu o reinado do país, ordenou a perseguição dos protes-
tantes reformadores. John Foxe conseguiu escapar e fugiu para a Ale-
manha.   Durante   seu   exílio   na   Alemanha   e   na   Suíça,   começou   a
compilar informações sobre martírio e perseguição dos cristãos. 

A     primeira edição desse livro foi publicada em 1559, em latim. Após a
entronização da protestante rainha Elizabeth, Foxe voltou à Inglater-
ra. A tradução inglesa foi editada em 1563, sob o título The Actes and
Monuments of These Latter and Perilous Dayes. No entanto, a obra tor-
nou-se conhecida popularmente por O Livro dos Mártires, título que
consagrou-se ao longo da história.

 Não satisfeito apenas com as denúncias do livro original, o autor
acrescentou ao manuscrito outros relatos e narrativas ao longo de sua
vida, e supervisionou a edição de várias edições expandidas. Hoje
há várias versões da obra, algumas com relatos acrescentados por
editores após a morte de Foxe. A mensagem d’O Livro dos Mártires
moldou a consciência religiosa e política da Inglaterra durante vários
séculos.

 A presente edição deste livro é uma tradução da versão em inglês,
revista e reestruturada por W. Grinton Berry. A tradução – primorosa
– foi empreendida por Almiro Pisetta, ex-professor de poesia inglesa e
norte-americana na FFLCH/USP. Entendemos que o tradutor conse-
guiu destrinchar a sintaxe labiríntica de Foxe, produzindo um texto
inteligível ao leitor brasileiro sem ferir as intenções do autor. O que é
mais admirável é que a oportuna simplificação da prosa de Foxe não
soa anacrônica, pois o tradutor teve o cuidado de manter traços da
formalidade típica dos textos da época.

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